Em 03 de janeiro de 1955, nasce um menino tímido e introvertido, mas com muita vontade de viver. Vem de uma grande família, seu pai Alfredo Christofoli e sua mãe Dalila Bandeira Christofoli. O menino tem mais três irmãs e um irmão. Entre sua família e no grupo de amigos era conhecido como Beto.( Luiz A.Christofoli). Sua irmãs, Rosa Maria, mais conhecida como Rosi, Maria Medianeira, como Medianeira, Rosângela Maria como Rosângela e Paulo Ricardo, mais conhecido como Cadi. Era uma família tradicional que morava na Rua Nossa Sra.Medianeira, no Bairro Medianeira. Vamos falar um pouco da Rua Medianeira. Era uma rua pacata, sem saída. Lá todas as famílias se conheciam. Bem parecido omo um condomínio. Meninos formavam um grande grupo de amigos e assim foram por vários anos.As meninas, também tinham seus grupinhos. Enfim, todos se conheciam e se davam muito bem. Conforme o menino(Beto) foi crescendo, a vida aos poucos foi mudando. Veio a escola Grupo Escolar Medianeira onde estudou todo o primário. Era um menino discreto, sempre tímido. Bom aluno com boas notas. Os natais em sua casa era lindo. Seu pai, montava uma enorme árvore de Natal e ao redor, um lindo presépio. Todos seus amigos iam em sua casa para ver a árvore e o presépio montado por seu pai. Já adolescente, junto com amigos, participou de dois presépios durante dois anos montado por seu Pai na semana do Natal na Igreja Medianeira. Com o passar dos anos foi estudar no Ginásio Assunção com uma rápida passagem pelo Ginásio Cruzeiro do Sul. Já na adolescência ainda morando na rua Medianeira, cresceu como vários de seus amigos com algumas ideias um pouco esdrúxulas. Com o passar dos anos veio o Ginásio Rosário. Lá fez novos amigos. Gostava de jogar futebol, tocar violão e participar de festinha na casa de amigos. Ele mais quatro colegas de aula, resolveram formar uma banda. Começaram a ensaiar Colégio Glória ( na época só de meninas). Lá tocavam Beatles e Rolin Stones. Era um farra. As meninas da escola que faziam Educação física iam para a janela do salão onde tocavam, e ficavam de cochichos umas com as outras. Era uma festa só. Os sábados a noite, se juntavam e partiam todos para uma festinha, sempre na casa de um outro amigo ou amigo. Veio os anos setenta(1970….) e as ideias comessavam a fervilhar. Entramos na era da ditadura era tudo mais difícil. Filmes, músicas e atitudes censuradas. Os jovens se rebelavam, fosse nas roupas no modo de falar no modo de pensar. É como se tivéssemos sendo vigiados o tempo inteiro. Deixamos os cabelos crescerem as roupas ficaram mais ousadas. Eram camisetas sem mangas calças jeans apertadas e desbotadas usávamos tênis e tamancos. Um aparte: Eu apreendi a confecssionar cintos de couro, tamancos usavamos correntes e pulseiras. Certo dia com a ajuda de minha mãe, eu confecssionei um casaco jeans, feito com restos de uma calça e uma jaqueta jeans. Ficou muito legal. Numa certa época, devido as roupas e cabelos compridos que usava, me apelidaram de baiano. Era tudo festa. Mesmo com ideias hipes, eu trabalhava. Passei por dois empregos até chegar ao Banco Real. Foram 8 anos muito bom. Fiz vários amigos. Em especial uma colega que tivemos um caso. “No Banco, tive a oportunidade de jogar futebol com vários colegas. No primeiro campeonato feito pelo Banco, montamos um time na tesouraria onde fomos campeões. Time: Eduardo, Tati, Beto, Chico, Antônio Carlos e Cuca (alguns nomes fictícios). Levamos a taça do primeiro campeonato entre agências.”Meu primeiro baile de carnaval, foi no Clube Farrapos, levado por dois irmãos que eram vizinhos de meus pais. Daí para frente, não perdi um baile de carnaval. Passei pelo Grêmio (Ginásio Mosqueteiro), Glória Tênis Clube, Teresópolis até chegar no Clube do Professor Gaúcho. “No Glória Tênis Clube, ficávamos Eu e meu amigo Carlos, colocando contacti nas carteirinha de amigos e amigas que não eram sócios, para eles desfrutarem do baile. Sempre formavamos um grupo de amigos e amigas e fazíamos as fantasias. Era uma festa. Já no Clube do Professor Gaúcho, usávamos métodos diferentes para colocar o pessoal para dentro do baile. No fim, dava tudo certo. Lá tivemos muitas estórias de namoros, bebedeiras,amigos que ficaram esquecidos no Clube. Só para terminar o capítulo de carnavais, o último foi no Clube Teresópolis( Na noite do Verde e Branco). Pancadaria geral. Cadeiras arremessadas, socos para todos os lados, gritarias. No final, saímos com alguns arranhões e tudo bem. Tínhamos uma turma quatro amigos, que todos anos íamos pular Carnaval na Barra do Ribeiro. Clube 7 de Setembro. Fazíamos sucesso. Quatro amigos da Capital no Carnaval do interior. As meninas piravam. Muito bom.” Com o passar do tempo, apareceram outros compromissos
Certa vez, eu e amigo Carlinhos, fomos de carona para Tramandai. Farra total. Sem paradeiro. Chegando lá tive alguns infortúnios: o cansaço bateu e dormimos nos bancos do calçado. Qual nossa surpresa: Fomos acordados pela polícia e levados para a delegacia. De lá ligamos para o tio do Carlinhos( que era tenente-coronel da aeronáutica), saímos rapidinho. Na volta pegamos carona na estrada em um flamante Dodge Dart Vermelho até Porto Alegre. Partimos novamente de carona para Tramandai, desta vez com destino para praia do Imbé. Destino casa dos Philomenas. Junto com outros amigos e amigas ficamos acordados para ver o sol nascer. Muito lindo. Algo inesquecível. A vida passa, meu amigo casa e seguimos em frente. Nesta altura estudava na Escola Municipal Emídio Meyer a noite. Lá fiz muitos amigos. Fiz parte o Grêmio Estudantil da escola. Já gostava de escrever. Resolvi então escrever um poema ( que para a ditadura, era ofensivo a moral da época). Todos leram e uma colega do gremio estudantil, me pediu uma cópia e colocou no mural de nossa sala. Para nosso azar, naquela noite alguns pociais( do dops), foram fazer uma visita ao nosso Diretor. Foi aquela correria. Corremos para sala do grêmio, mas chegamos tarde. Queriam saber quem escreveu aquele poema. Eu ingenuamente me delatei pois para mim, era simplesmente um poema. Tive que dar explicações na sala do Diretor( para minha sorte, ele era amigo de meu pai). Levei apenas uma chamada do Diretor e do tal policial. Tudo bem, o resto não vem a caso. As festas continuavam a bola rolava todos os dias. Bem resolvi parar de estudar e segui trabalhando no banco por mais alguns anos. Nestas minhas idas e vindas, minha mãe me convenceu a voltar a estudar. E foi assim (graças a minha mãe) que concluí o segundo grau na Escola São José, localizada na Av. Alberto Bins em frente ao Plaza São Rafael. Veio a formatura e todos ficamos contentes. Segui no Banco por alguns anos.
” Veio a formatura, mas para mim com uma certa tristeza. Aquela que mais me incentivou e sempre acreditou em mim, não pode estar lá. Mas sei que ela estava muito feliz. Ela diria: Missão cumprida, vai em frente meu filho”.
Tive alguns episódios, que talvez não sejam propícios comentar. Mas vamos lá: Certa vez apresentado para uma amiga chamada Maria Juana. Bem não preciso falar que esta amizade não deu certo. Também fui apresentado as loiras geladas, e mais uma vez, não deu em nada.